Universo JUSTICE

Ano 2041

 

A Nova Ordem Mundial

 

O mundo no início do Século XXI parecia caminhar para uma Terceira Guerra Mundial ou alguma catástrofe natural, que levaria ao fim da sociedade como a conhecíamos. Mas ao contrário das previsões apocalípticas que dominavam as mentes e crenças da população, no ano de 2019, o grande baque veio do colapso financeiro mundial, com o consequente enfraquecimento dos governos e instituições, deixando o meio econômico imerso no caos. Moedas nacionais sem qualquer valor e a violência generalizada levaram a todos a pensar que aquele seria o fim.

Só que essa realidade turbulenta não era interessante para ninguém, nem para aqueles que lucravam com o crime, então grandes corporações financeiras e industriais aliaram-se a organizações criminosas para salvar a Humanidade e passaram a representar o real poder sobre o Mundo.

Cinco corporações se tornaram as detentoras de 60% da economia, determinando as decisões da maioria dos países. Essas corporações reuniam empresas do setor primário (monopolizando a produção de alimentos e a extração de bens naturais, em especial petróleo, ouro e urânio) e do setor secundário (detentoras de indústrias de todos os tipos), além de controlarem por completo o setor financeiro.

As organizações criminosas eram detentoras dos outros 40%, comandando tudo que antes era encarado como ilegal, mas que com o enfraquecimento das instituições e da polícia aconteciam sem qualquer controle. A elas coube o papel de manter o crime de forma organizada, pois se a sociedade não podia eliminá-los, pelo menos conhecia quem os comandava. 

 

O Novo Mundo

 

Com o passar dos anos ficou claro para os novos donos da Terra, que a sociedade precisava dos governos e instituições, a fim de se manter organizadas. Mais do que tudo, precisavam dessa ordem para manter seus lucros, então incentivaram a manutenção de tudo que culminou com à coesão do Novo Mundo alguns anos antes de 2041.

As antigas divisões geopolíticas, repletas de pequenos países e governos politicamente instáveis, muitas vezes destruídos pela corrupção, não serviam ao novo modelo da ordem mundial, então as mega-corporações, detentoras do controle político, financeiro e social da Terra, decidiram por bem, reorganizar a divisão dos países conforme suas similaridades geográficas e culturais. A nova divisão geopolítica se modificou e manteve no planeta apenas 12 grandes países:

 

Estados Unidos da América do Norte (Capital: Washington) – É a união do Canadá e EUA em um único bloco, devido às similaridades de clima e língua. As antigas instituições norte-americanas mantiveram-se como o centro de seu governo;

América Latina (Capital: São Paulo) – Todos os demais países do continente americano, que tinham nas línguas latinas sua maior semelhança, uniram-se em um imenso bloco. Com governos marcados por uma corrupção institucionalizada e com tantos interesses diferentes em um pais tão grande, tornou-se necessário construir um Conselho, com representantes de cada um dos antigos países, mas comandado por um representante indicado pelas Corporações;

Europa (Capital: Londres) –  O continente europeu, marcado por minúsculos países, acabou se organizando conforme a raiz linguística e abrange os países com língua de origens germânicas, localizadas geograficamente ao norte. Com países politicamente instáveis, com rivalidades históricas entre si, formou-se um Conselho com representantes dos antigos países com seu presidente eleito por estes de forma indireta;

♦ Novo Império Romano (Capital: Paris) – O bloco reunia os antigos países de línguas com origem latina, em sua maioria no sul. Sendo alguns dos países economicamente mais instáveis do continente e marcados por uma forte presença do crime organizado, seu Conselho de governo também é controlado por um representante indicado pelas corporações;

♦ África Negra (Capital: Cidade do Cabo) – Os países do continente africano com predominância de populações negras sempre sofreram com antigas guerras tribais, corrupção e acentuada desigualdade social. A fim de evitar que estes problemas se perpetuassem as corporações comandam esse bloco.

♦ Sultanato Islâmico (Capital: Dubai) – Reúne todos os países que tinham em comum a religião islâmica, tanto do continente africano quanto do Oriente Médio. Por ser um bloco marcado por radicalismo e terrorismo, as corporações também o comandam;

Israel (Capital: Jerusalém) – Incapaz de ser integrado a outros blocos, o pequeno Estado de Israel, tornou-se um único país devido a sua posição estratégica e produção armamentista. A fim de evitar radicalismos e hostilidade com seus vizinhos, seu governo é comandado por um presidente eleito e um representante indicado pelas corporações;

Ásia Meridional (Capital: Bombaim) – Os países do sul do continente asiático, excetuando os islâmicos, reuniram-se nesse bloco. A imensa massa populacional e desigualdades sociais tornavam esse um ponto nevrálgico da região, portanto sob o comando das corporações;

♦ Grande China (Capital: Xangai) – Base de crescimento das maiores corporações, esse bloco eliminou o alto controle representado pelo comunismo chinês e estabeleceu o comando dos antigos países China e Coreias nas mãos dos grupos econômicos, que elegem um presidente;

♦ Federação Russa (Capital: Moscou) – O maior novo país do planeta, abrange a Rússia, as antigas repúblicas que formavam a União Soviética e o Leste Europeu. Historicamente marcados por rivalidades e dominados pelo crime organizado, foi adotado o modelo de um Conselho com representantes dos diversos antigos países, mas a presidência ficaria nas mãos de um representante indicado pelas corporações;

♦ Império Japonês (Capital: Tóquio) – Devido a sua estabilidade social, econômica e política, mas com rivalidades históricas com os demais antigos países da Ásia, manteve-se a estrutura de governo do antigo Império Japonês.

♦ Liga das Nações Livres (Capital: Sidney) – Esse bloco acabou se formando com os antigos países que não se enquadrassem entre os demais, assim como todos aqueles localizados na Oceania. Formado em sua maioria por pequenas ilhas, a estrutura de governo da maior delas, a Austrália,  tornou-se a base de comando.

Justiça

 

Apesar da existência de fronteiras, governos e justiças oficiais, estes não tomavam efetivamente as decisões que direcionavam os caminhos a serem tomados dali para frente. Existe uma aparente paz e estabilidade, mas o caos ainda transparece na falta de punição a tudo de errado que envolvia os comandantes da nova ordem mundial. Essa é a verdadeira realidade no ano de 2041, onde uma ordem aparente disfarça o caos interno, que ameaça implodir a sociedade, caso não seja detida…